Espaço Biológico
Espaço biológico é o espaço virtual existente na vertente interna do periodonto de proteção, compreendido entre o pico gengival e a crista óssea alveolar. É preenchido pelos tecidos moles que compõem as distâncias biológicas, pelo epitélio sulcular, pelo epitélio juncional e pela inserção conjuntiva. Tem um comprimento mínimo necessário no sentido axial de aproximadamente 3 milímetros que permite o arranjo biológico da área. A existência do espaço biológico é condição fundamental para a existência das distâncias biológicas (Lanza et al., 2003).
Distância Biológica
Histologicamente, Gargiulo et al. (1961) descreveram as estruturas anatômicas que fazem parte da chamada distância biológica por meio de estudo e observação em espécimes de cadáveres, em um total de trinta mandíbulas e duzentos e oitenta e sete dentes. Concluíram que distância biológica é uma zona de tecidos que constituem as estruturas acima da crista óssea terminando com a margem gengival livre. A variação de sua dimensão se dá devido à variação na largura das fibras supra-alveolares do conjuntivo. Os componentes do tecido conjuntivo parecem permanecer constantes durante o estágio de erupção passiva. Os autores encontraram a média da inserção epitelial de 0,97 milímetros com flutuações de 0,71 a 1,35 milímetros. A inserção conjuntiva teve média de 1,07 milímetros com variações de 1,06 a 1,08 milímetros. Assim, eles promulgaram uma regra de ouro a respeito da distância biológica: os tecidos acima da crista alveolar devem preencher um espaço composto por fibras gengivais, tecido conjuntivo e epitélio juncional que medem aproximadamente 2,04 milímetros, considerando que esse valor é aplicável à maioria dos casos clínicos.
Cuidado Durante Os Procedimentos Restauradores
Essa distância deve ser respeitada durante os procedimentos restauradores para que não haja dano aos tecidos periodontais. Se o preparo cavitário ou protético invadir essa área, ocorrerá uma resposta inflamatória que poderá resultar na formação de uma bolsa periodontal com reabsorção óssea e/ou hiperplasia gengival em pacientes com periodonto plano e espesso, ou recessão gengival em pacientes com periodonto fino e festonado. (Baker e Seymour, 1976; Maynard e Wilson, 1979; Wilson e Maynard, 1981; Nevins, 1982; Palomo e Kopczyk, 1978; Sivers e Johnson, 1985; Wagenberg et al., 1989; De Waal e Castellucci, 1993).
Indubitavelmente, quanto mais supragengival estiver a margem restauradora, menor será a probabilidade de uma inflamação marginal iatrogênica. Obviamente, uma restauração supragengival pode receber um melhor acabamento e ser mais bem avaliada quanto a cáries recorrentes ou deterioração marginal da restauração em consultas periódicas para controle e manutenção.
Se a margem da restauração tiver que se estender abaixo da margem gengival, é fundamental que se observe os seguintes fatores:
- perfil de emergência adequado;
- selamento marginal com excelente adaptação e acabamento da restauração;
- presença de uma faixa de gengiva inserida adequada;
- a margem da restauração não deve violar a distância biológica, ou seja, não deve haver invasão e ruptura do epitélio juncional e inserção conjuntiva.
Se estes critérios forem seguidos, o impacto da margem restauradora subgengival será significativamente reduzido.
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Welington
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Obrigada ,foi ótimo para para completar meu estudo na faculdade .
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Sobre a nova classificação, isso muda ou permanece ?
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Professor, gostei muito do texto. realmente eu me atrapalhava nesses conceitos. Aproveitei para conferir outros textos, forte abraço!
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